
Em um mundo corporativo cada vez mais ansioso por respostas rápidas, é comum que empresas recorram a consultorias esperando que elas tragam uma estratégia pronta, como se o rumo de um negócio fosse um produto de prateleira. Mas estratégia não é algo que se compra, é algo que se constrói de dentro para fora, com base em identidade, contexto e ambição. Aqui o artigo Estratégia não se terceiriza explora essa questão. Quando terceirizamos esse pensamento, abrimos mão não só da autoria do plano, mas da capacidade de sustentá-lo.
Mas, além do artigo Estratégia não se terceiriza, aqui no blog também temos diversos outros artigos sobre kubernetes, desenvolvimento, gestão, devops, etc. Veja alguns exemplos: Diferenças entre Paradigmas, Axiomas e Hipóteses, Desenvolver na empresa ou comprar pronto, Fuja da otimização prematura, entre outros.
Sumário
- Estratégia é identidade, não commodity
- Conclusão de Estratégia não se terceiriza
- SLI, SLO, SLA em 8 passos
- Architectural Decision Record
- Criando Context maps DDD com o VS Code
- Níveis de Maturidade dos Colaboradores
- Bounded Contexts de dependência mútua
- A essência da Orientação a Objetos
- Liderança Situacional em TI
Estratégia é identidade, não commodity
Do ponto de vista do proprietário de um negócio, podemos dizer que há dois grandes grupos de trabalhadores: os parceiros e os outros. Os parceiros são aqueles que são a fundação do empreendimento: sem eles a casa desmorona. Veja que estou falando tanto das atividades primárias para o negócio (logística de entrada, operações, logística de saída, marketing, vendas, serviços) ou atividades de apoio (infraestrutura, RH, TI, compras). Em todos esses casos, se o proprietário não cuidar, ele pode ter problemas. Já os outros podem ser reciclados com maior facilidade por fragilizar menos a estrutura.
É natural que um negócio, quando é uma startup, seu foco seja nas atividades primarias. Nesse caso é comum que os proprietários tenham competências associadas a essas funções. Mas isso não é uma regra.

Acontece que a medida que a hipótese que a Startup levanta é aceita, ela vende e cresce e se profissionaliza, suas estruturas progressivamente pedem reforços. Não melhorar a infraestrutura fatalmente pode colapsar a organização. Nesse caso mais C-Levels e B-Levels passam a fazer parte da organização, a cultura para de ser secundária e passa a ser motor, o fluxo de informações e a tecnologia ganham importância não apenas para o produto ou serviço final, mas para todo o BackOffice e assim por diante.
Consultoria deve ser lupa, não bússola
Nesse momento pode ser tentador contratar consultoria ou acessorias que vão dizer para onde a empresa deve ir. E o diabo mora nos detalhes! Nessa hora você vai notar que as soluções que a maior parte das consultoria dão são ou ditas pelos próprios funcionários que não possuem o respeito para garantir que suas posições sejam seguidas; ou é algo intrínseco da própria consultoria. Por exemplo, se uma consultoria tem membros especializados em gestão de portfólio, é muito natural que ela diga que a empresa precisa de um PMO; se baseada em agilidade, pode sugerir a estruturação em squads e crescimento da TI; se baseada em processos, pode mapear ou até mesmo engessar estruturas que não deveriam.
Entenda bem, todas as consultorias podem ser muito relevantes quando elas são consequência da estratégia da organização, mas não o contrário. Se a organização entende a necessidade de um PMO, ela deve contratar a consultoria que tem essa força. Em outras palavras, as consultorias devem ser sempre de construção da tática ou da operação, no máximo de apoio a estratégia e não para a definição dela. Por que, no final das contas, a consultoria vai empurrar a estratégia dela.
Conclusão de Estratégia não se terceiriza
Consultorias podem ser grandes aliadas, desde que estejam a serviço de uma direção que já foi refletida e escolhida internamente. Quando a empresa inverte a lógica e se deixa conduzir por quem não carrega seu legado, seus riscos e sua visão de futuro, ela se torna refém de agendas externas. Estratégia não se terceiriza porque não se delega o papel de sonhar, decidir e responder pelo futuro daquilo que é seu.
Ele atua/atuou como Dev Full Stack C# .NET / Angular / Kubernetes e afins. Ele possui certificações Microsoft MCTS (6x), MCPD em Web, ITIL v3 e CKAD (Kubernetes) . Thiago é apaixonado por tecnologia, entusiasta de TI desde a infância bem como amante de aprendizado contínuo.
